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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Salih Osman: PORTUGAL OLHE PARA SUDÃO COMO PARA TIMOR


Em declarações à rádio TSF, de Lisboa, Salih Osman disse esperar que este assunto venha a fazer parte das preocupações da Cimeira UE-África que decorre durante este fim-de-semana em Lisboa.
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O advogado sudanês que venceu o Prémio Sakharov 2007 pretende que a região do Darfur seja olhada da mesma forma como Timor-Leste, uma vez que o caso da região sudanesa não é menos grave do que a da antiga colónia portuguesa.
Em declarações à rádio TSF, de Lisboa, Salih Osman disse esperar que este assunto venha a fazer parte das preocupações da Cimeira UE-África que decorre durante este fim-de-semana em Lisboa e que este seja também abordado pela presidência portuguesa da UE.
"Quero lembrar ao Governo português o papel histórico que teve em Timor-Leste e Darfur não é menos sério nem menos grave que Timor-Leste. Usemos os mesmos mecanismos de vontade e o mesmo apoio para o povo do Darfur", apelou.
Osman considerou ainda que "isto beneficiaria a Portugal e destacaria o papel de Portugal na arena internacional e não apenas em África ou na Europa".
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Este defensor dos direitos humanos, que esteve preso durante sete meses no Sudão sem qualquer culpa formada, entende que é uma decepção a questão de Darfur não estar oficialmente na agenda da cimeira entre europeus e africanos.
Nesta região sudanesa já morreram pelo menos 200 mil pessoas, tendo outros dois milhões de pessoas sido obrigadas a sair das suas casas por causa deste conflito que provocou a maior crise humanitária da actualidade.
Um relatório da ONU fala em violações muito graves e sistemáticas dos direitos humanos nesta região ocidental do Sudão, onde se verificam assassínios, torturas e violações. As informações são da rádio TSF, de Lisboa
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Portugal Diario

DEIXEM-NOS MORRER. SE AINDA FOSSEM BRANCOS.


DEIXEM-NOS MORRER. SE AINDA FOSSEM BRANCOS...
* Orlando Castro

Estima-se que o conflito no Darfur tenha já causado, no mínimo, mais de 200 mil mortos e dois milhões de refugiados e deslocados. Mas o que é que isso importa. São pretos e, por isso, a comunidade internacional (EUA, Europa, ONU) pode dormir descansada. Dormir e ter, pelo menos, três refeições por dia nos melhores hotéis de Lisboa, como agora acontece.

A União Africana (UA) pediu aos países que a integram e às Nações Unidas que desbloqueiem os fundos necessários à nova fase do plano de paz para o Darfur, que prevê o envio de 3.000 homens para o território sudanês.
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Mas o que é que isso importa. São pretos e, por isso, a comunidade internacional (EUA, Europa, ONU) pode dormir descansada. Dormir e ter, pelo menos, três refeições por dia nos melhores hotéis de Lisboa, como agora acontece.

O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, afirma que em Darfur existe uma “catástrofe” humanitária. “Centenas de pessoas continuam a morrer vítimas da violência incessante e milhares estão a ser forçadas a abandonar as suas casas. Se as coisas não melhorarem caminhamos para uma catástrofe de grandes proporções”, escreve o chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Mas o que é que isso importa. São pretos e, por isso, a comunidade internacional (EUA, Europa, ONU) pode dormir descansada. Dormir e ter, pelo menos, três refeições por dia nos melhores hotéis de Lisboa, como agora acontece.

“É necessária uma acção internacional urgente para pressionar as partes em conflito e todas as pessoas envolvidas no terreno a deixarem as agências humanitárias trabalharem em segurança. Milhares de vidas dependem disso”, alerta o alto-comissário.
Mas o que é que isso importa. São pretos e, por isso, a comunidade internacional (EUA, Europa, ONU) pode dormir descansada. Dormir e ter, pelo menos, três refeições por dia nos melhores hotéis de Lisboa, como agora acontece.

*Gentil cedência do autor - Jornalista (CP 925) - Não se é Jornalista sete horas por dia . É-se Jornalista 24 horas por dia .
*Também publicado em ALTO HAMA